Comer de 3 em 3 horas ou fazer Jejum? O que é melhor?

 Comer de 3 em 3 horas ou fazer Jejum?

Comer de 3 em 3 horas ou fazer Jejum?

Será que nossos antepassados de 20 mil anos atrás comiam a cada 3h? E será que houve evolução genética nesse período que justificasse tal mudança de comportamento? A resposta é NÃO. Não houve praticamente evolução genética nesse período que justificasse uma mudança de hábitos de alimentação. Sim, nossos antepassados, caçadores, se alimentavam em média 1x ao dia e tinham como base a proteína, a gordura animal e vegetal e algumas sementes, pouquíssimas raízes e praticamente nenhum grão. Açúcar então, só veio a existir comercialmente no século XVll.

Na verdade, um dos grandes responsáveis pela epidemia de obesidade tem sido o excesso do uso de carboidratos.

Alega-se que comer a cada 3h teria efeito termogênico e ajudaria a emagrecer, no entanto, quando se reduz a quantidade total de carboidratos, a fome não aparece de forma alguma a cada 3h e percebemos que ela geralmente é conseqüência de uma alimentação errada.

Por outro lado, a intervenção que mais aumenta a longevidade é comer muito pouco, cerca de 800 calorias. Pode chegar a prolongar a vida em mais de 2 décadas. Porém, é fato que comer muito pouco todos os é muito difícil. Então, alguns pesquisadores resolveram avaliar se ficar em jejum de forma intermitente, cerca de 2 a 3x por semana por um período de 15 á 17h teria o mesmo benefício sobre o aumento da longevidade. A resposta foi SIM. E o mecanismo é que o jejum ativa enzimas chamadas sirtuínas, que por sua vez estimulam as telomerases, que previnem o encurtamento dos telômeros, principal indicador da longevidade na prática.

E os benefícios não param por aí. Foi verificado que fazer jejum de forma intermitente melhora de forma significativa a memória e a imunidade, aumenta significativamente o hormônio IGF-1 que auxilia no emagrecimento e no aumento de massa muscular. Também já se sabe que há pessoas que demoram mais tempo pra entrar em processo de queima de gordura, chamado lipólise, que, portanto, se beneficiaram mais do jejum do que da alimentação a cada 3h.

O jejum também auxilia no processo de destoxificação do organismo no repouso das enzimas digestivas, entre outros benefícios.

Uma analogia do “estresse” que o corpo sofre co o jejum pode ser feita com as safras de uvas submetidas ás maiores intempéries. São justamente essas as uvas de melhor qualidade e concentração de nutrientes. é como se o organismo precisasse periodicamente ser submetido a certo “estresse” para melhorar e ajustar seus próprios mecanismos de sobrevivência e isso fortalece o corpo.

Na prática do jejum intermitente podem ser contabilizadas as horas de sono, o que facilita muito o processo.

No entanto, esta prática deve ser orientada por profissionais de saúde preocupados com o equilíbrio do metabolismo, pois, por exemplo, pode desencadear hipoglicemia em alguns grupos de pessoas, como diabéticos em uso de medicamentos ou pessoas com excesso de insulina ou com níveis de cortisol abaixo dos níveis ótimos,relativamente comum no mundo estressante e tóxico em que vivemos. A coordenação com o exercício físico também deve ser cuidadosamente orientada por um profissional de saúde habilitado.

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